amor e ódio eleições e o casamento

Amor e Ódio: as eleições 2018 são igualzinha ao seu casamento.

Depois de tanto ouvir falar da taxa de rejeição do candidato (H)A, taxa de rejeição ao candidato B e que, mesmo assim, serão ambos que irão para o segundo turno, uma coisa é certa neste pleito de 2018: São as eleições cujos candidatos mais votados serão o Amor e o Ódio e com direito a segundo turno.

Viva a democracia!

Sim, brasileir@s nós estamos apaixonados, e paixão é bicho danoso, é bom pra caramba, mas cega, faz a gente ir ao céu e nos derruba abismo abaixo, mas ninguém vive sem. A gente está sempre em busca da paixão perdida, do tesão perdido, principalmente quando o casamento já anda uma estradinha mais longa, né?

Pois essas eleições parecem ter vindo pra reacender esse fogo adormecido. Não o do seu casamento, porque isso depende mais de vocês dois, mas desse Brasil que amargou anos calado em ditadura e mais uns bons anos achando que todo político era corrupto e que a gente deveria votar em quem “ao meno” “rouba, mas faz”.

Pois esse estado de mornidão, esse banho Maria enjoativo que dá vontade de vomitar, acabou-se. Agora é “ou vai, ou racha”. Tipo quando Você encosta o cara na parede e diz: ou a gente se acerta, ou tô indo embora… talvez com outro já. Tipo isso, o Brasil virou um enorme casamento.

Como todo casamento, brigas, muitas, discórdia, picuinha, mentirinha, gente querendo desmerecer o outro, baixar a autoestima alheia pra poder se sentir por cima. Atire a primeira pedra quem nunca deu uma derrubada desnecessária no parceiro (a) só pra ele baixar a bola. É, amiguinhas, o ser humano é cruel. Basta ir num jardim de infância na hora do recreio e você verá, é desde muito cedo.

Maaaas, como todo casamento, principalmente no início, quando tudo o que se vê são afinidades, ainda que esteja na cara que aqueles dois não combinam, a gente fecha os olhos e mergulha. Alguma semelhança com o seu amor pelo seu candidato? Você certamente já ouviu, a essa altura do campeonato, um monte de coisinhas que você preferia não ter escutado, nem visto, fosse aquela declaração dele, do vice dele, ou do filho dele…

Seguindo neste matrimônio, lá vem a crise dos anos e anos e você começa a odiar TUDO na pessoa: o jeito que ela se veste, o tom de voz, a forma como ela respira, o ronco… tem gente que abusa até do cheiro… É, amiguinhas, é pesado. Uma perguntinha: alguma semelhança com o candidato do seu ódio? Assim, você não consegue ver nada de bom nele, NADA, ainda que, vá lá, alguma coisa sempre escape, não é mesmo?E, já que estamos falando de política e deveríamos ser mais racionais, essa coisa boa que ainda resta bem que poderia ser ampliada, aprimorada, adaptada na próxima gestão, não?

Não! Não mesmo! É amor e ódio e, apesar de andarem tão grudadinhos, aqui não vai dar pra misturar. A gente quer o outro, a gente quer um salvador da pátria, a gente quer mudança… Tipo assim, quando a gente tem um amante. Ele é melhor em tudo… Mas vai lá se casar com ele, pra você ver só uma coisa. Mudam-se os amores, mudam-se os defeitos, mas acabar com eles que é bom, isso não acaba.

Então, o que vale nesse imbróglio amoroso/odioso, gente, é a tolerância. É só ela que salva um casamento, ops!, essas eleições. É só ela que vai abrandar nossos corações tão aflitos, tão maltratados, pisoteado e sem paz desde as eleições de 2014. Misericórdia! a gente precisa se amar, se abraçar…

Igual quando o casal tá numa crise horrorosa e resolve fazer aquela viagem para uma praia paradisíaca, pra passar o dia no sol, tomando um drinque, que é pra ver se aquele fogo ainda arde, ou, “ao meno”, faz cócegas ali dentro e os dois conseguem levar até as crianças crescerem um pouco mais. A gente precisa disso.

Porque, não tenha dúvidas, quem vai vencer a eleição muito provavelmente será o candidato amor de sua vida, ou aquele homem do seu ódio.

Se vencer o primeiro, deleite-se, mas não precisa ficar por aí gritando a brados pulmões o seu gozo. A gente já sabe que, quando fazemos muita propaganda de casamento, ele agoura. Sabe olho gordo? Melhor evitar. Comemore entre os seus, sem disseminar ódio.

Agora, se vencer o candidato do seu ódio, siga o conselho de Clara Nunes, ela nunca falha: “Quem me fez sorrir, não há de me ver chorar”. Sugiro não ficar enchendo a timeline dos outros com sua raiva, amargura, desamor. Horrível quando a criatura termina o namoro e fica dando recado nas redes socais e todo mundo sabe do que se trata e só ela que acha que está falando nas entrelinhas, tadinha… Triste! Mais triste ainda é essa pessoa não ter uma amiga pulso firme que breque esse “passamento” em cadeia nacional, pior, mundial.

Então, tenham uma  boa hora, apesar de não ser um parto, mas não deixa de sê-lo, porque esse engodo que a gente está vivendo está sendo gerado há anos. Que nasça! E que nossas amizades e relações que realmente importam consigam sobreviver à tanta discórdia, que a gente guarde aquela chamazinha que nutrimos por anos e anos por aquele parente que, agora, parece um E.T. na nossa vida. Como ele pode pensar TÃO diferente de você? Qual foi a aula do colégio que ele foi e você não, qual o livro que você leu e ele não, qual o porre, a festa que vocês não foram juntos e lá tudo mudou?

Enfim, que esse momento dure o tempo de virar história, mas que não destrua nossas histórias de amor que nos esforçamos tanto pra levar até aqui.

Amém!

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Ah! Se der, deixa nos comentários um “oi”, o que você pensou, refletiu, pode discordar à vontade de mim. Adoro um debate do bem!

Bjs

Lu

6 Comentários

    1. Luciana Targino

      Oi Maria Helena. Fico muito feliz com essas palavras. Adoro quando as pessoas refletem pelas minhas divagações… rs. Obrigada. Bjs

    1. Luciana Targino

      Oi Cláudia? Ô trem bom receber essa mineirice!!! :).
      Obrigada, querida!

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