flashes

Flashes

Tudo ainda é começo e faz tempo. Tudo é agora e há anos. Tudo é memória e presente: lapsos, espasmos, sussurros, gemidos. Te amo.

É rotina e familiar, mas surpreende. Surpresa! É lampejo, é fragmento, é vinho e uma leve dor que não se sabe de onde vem, nem porque dói, mas dói justamente por não se saber por quê.

Novo cheiro, outros sabores – os mesmos – a água gelada do mar que me banha diz de uma história que sempre está na iminência de ser recontada, esperando novos enredos, novos acasos, nova sorte escrita em páginas já amareladas.

Os rostos são todos familiares, as pessoas são todas diferentes. Crescem, engordam, emagrecem, vêm, se mudam, esquecem, adoecem e se curam. É vida pulsando a cada fragmento de tempo. Vivo.

Ora corro, ora espero, ora contemplo com um vinho branco que parece bálsamo ao embalar aquela tarde eternizada no imprevisto, no improviso, naquele acaso. Lembro do vinho tinto… bebo e me embriago.

É dia. Academia, compras da semana, sem esquecer do suco de laranja pra garantir a vitamina C enquanto o corpo luta pra dar conta de uma alma confusamente apaixonada pelo que não sabe, pelo que não viu, pelo que parece já ser seu há uma vida. Novidade!

Pisca e já semana outra. Pisca e a vida cobra que se enquadre num espaço-tempo (suspenso) de cotidiano. Pisca e é sexta da semana passada. Pisca e é noite-madrugada. Nos permitimos dormir. Pisca e é saudade, vontade, memória indelével na pele. É sopro, tsunami, é codinome é caminhão desenfreado em pista molhada, é pausa, é pausa, é pausa.

São flashes. Pedaços, retalhos, recortes de pulsação de vida que se pretende viva. Via de ida. Batida, encontro, confronto, teus olhos e a matrícula que ficou pra hoje. Prova. Me prova. Minha prova. Apavora ao mesmo tempo que delicia, conduz em pés de nuvens, flutua. Faz sorrir largo, sorrir bobo, sorrir do nada, pro nada.

É mata, cachoeira, é praia e trinta graus. Dez de paus, é jogo, é seleção, entrevista, conquista.

São flashes. Por ora, tudo são flashes.

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