Arte insone

arte insone

… me perguntei: quem precisa das minhas crônicas.
Donde constatei, sem autopiedade alguma que a pessoa mais importante do meu universo – por mais que eu não a considere sempre – precisa das minhas crônicas. No caso, eu.

Voltando a ouvir o mundo

voltando a ouvir o mundo

E cada vez que emudeço, é como se as vozes que habitam em mim e são sufocadas pela mediação do cotidiano, das conversas rasteiras, do que preciso fazer, dizer, ser, é como se tudo o que me distrai de mim ecoasse em alto e bom som…

Pagu – pelo caminho do meio

pagu

Em tempos de ódio que são os nossos, já começo pedindo desculpas e licença para adentrar em uma seara que não é especificamente a minha, mas que, na verdade, é de todo mundo…

Cara nova!

Acostumada a escrever o que hoje se chama de “textões” para homenagear os meu queridos, uma tia distante me disse que eu devia guardar aquilo tudo que escrevia.

Já nos quisemos mais

Já nos quisemos mais. Já nos priorizamos, já encontramos mais brechas, já não perdíamos nenhuma oportunidade de nos termos. Tínhamos horas no meio de um dia que parecia querer roubar o nosso tempo. Suspendíamos-nos.

Eu em você

Eu padeço de uma inquietude que me confunde Não sei pelo que sofro e choro Não sei pelo que me alegro e choro Uma fúria, vendaval que alvoroçam pensamentos e cabelos Olho-me e me vejo imensa Deito-me frágil como um feto e busco útero Temo tudo o que ninguém nem vê…